O <i>lay-off</i> a crescer e o Governo a ver
Outra questão actual introduzida no debate pelo líder comunista prende-se com o crescimento do que apelidou de «nova praga do lay-off». Os abusos agravam-se mas o Governo dá-se por satisfeito com o programa Qualificação-Emprego, vendo aí «a resposta» ao flagelo.
O que é manifestamente insuficiente, na perspectiva do PCP, perante os casos de empresas que «invocando falta de produção cortam nos salários, reduzem os custos de pessoal e de seguida recorrem a horas extraordinárias».
Jerónimo de Sousa deu o exemplo concreto de uma empresa em que os trabalhadores vêem reduzida a actividade em 28 horas por mês e, com isso, têm um corte de aproximadamente um terço no salário. E recordou que com estes cortes muitos trabalhadores ficam em sérias dificuldades, sem possibilidades de subsistência, não podendo cumprir os seus compromissos.
Daí o desafio por si lançado ao primeiro-ministro: «está disposto a acompanhar as medidas de emergência propostas pelo PCP para acudir a estas situações? Está disponível para utilizar os mecanismos de formação profissional por forma a permitir que os trabalhadores não sejam penalizados, impedindo que o corte nos salários seja maior que a redução do tempo de actividade?»
Por outras palavras: «está disponível para atacar as injustiças e a arbitrariedade sobre quem trabalha e para acabar com este regabofe dos dinheiros públicos?»
Sócrates, em vez de ir à questão colocada, como vai sendo hábito, queimou o seu tempo de resposta a divagar sobre a crise internacional e consequente redução da produção, bem como sobre os planos específicos do Governo de qualificação e emprego, considerando residir aí a saída para o problema.
Sobre a utilização abusiva e ilegal do lay-off, nem uma palavra. O que levou Jerónimo de Sousa a observar-lhe que se limitara a uma declaração genérica fugindo à questão central dos abusos do patronato que se traduzem em tempo de trabalho sem remuneração, tudo sob a mais completa impunidade, sem que o Governo aja ou fiscalize.
O que é manifestamente insuficiente, na perspectiva do PCP, perante os casos de empresas que «invocando falta de produção cortam nos salários, reduzem os custos de pessoal e de seguida recorrem a horas extraordinárias».
Jerónimo de Sousa deu o exemplo concreto de uma empresa em que os trabalhadores vêem reduzida a actividade em 28 horas por mês e, com isso, têm um corte de aproximadamente um terço no salário. E recordou que com estes cortes muitos trabalhadores ficam em sérias dificuldades, sem possibilidades de subsistência, não podendo cumprir os seus compromissos.
Daí o desafio por si lançado ao primeiro-ministro: «está disposto a acompanhar as medidas de emergência propostas pelo PCP para acudir a estas situações? Está disponível para utilizar os mecanismos de formação profissional por forma a permitir que os trabalhadores não sejam penalizados, impedindo que o corte nos salários seja maior que a redução do tempo de actividade?»
Por outras palavras: «está disponível para atacar as injustiças e a arbitrariedade sobre quem trabalha e para acabar com este regabofe dos dinheiros públicos?»
Sócrates, em vez de ir à questão colocada, como vai sendo hábito, queimou o seu tempo de resposta a divagar sobre a crise internacional e consequente redução da produção, bem como sobre os planos específicos do Governo de qualificação e emprego, considerando residir aí a saída para o problema.
Sobre a utilização abusiva e ilegal do lay-off, nem uma palavra. O que levou Jerónimo de Sousa a observar-lhe que se limitara a uma declaração genérica fugindo à questão central dos abusos do patronato que se traduzem em tempo de trabalho sem remuneração, tudo sob a mais completa impunidade, sem que o Governo aja ou fiscalize.